reza calla y trabaja em um muro de granada trabaja y calla y reza y
calla y trabaja y reza em granada um muro da casa del chapiz ningún
holgazán ganará el cielo olhando para baixo um muro interno la educación
es obra de todos ave maria em granada mirad em su granada e aquele
dia a casa del chapiz deserta nenhum arabista para os arabescos
uma mulher cuidando de uma criança por trás de uma porta baixa y reza
y trabaja y calla não sabia de nada y trabaja não podia informar sobre
nada y reza e depois a plazuela san nicolás o branco do branco do
branco y calla no branco no branco no branco a cal um enxame de branco
o branco um enxame de cal pedras redondas do calçamento e o arco branco
contendo o branco a cal calla e o branco trabalha um muro de alvura
e adiante no longe lálonge o perfil vermelho do generelife e a alhambra
a plazuela branca contendo-se contendo-se como um grito de cal e o
generalife e a alhambra vermelhos entre ciprestes negros cariz mudejár
de granada e agora o cármene de priestley carros parando los guardias
civiles o embaixador inglês fazendo turismo entre as galas do caudilho
e do cármene de priestley sai priestley ou poderia ser para recebê-lo
aparato de viaturas escandalizando a cal calada o embaixador de sua
majestade britânica visita um patrício em granada crianças correndo
fugindo para os vãos das portas e o branco violado a medula do branco
ferida a fúria a alvúria do branco refluída sobre si mesma plazuela
san nicolas já não mais o que fora o que era há dois minutos já rompido
o sigilo do branco arisco árido da cálcio branco da cal que calla
y trabaja y estamos sentados sobre um volcán dissera o chofer no pátio
da cartuja sentados no pátio da alhambra bautuzada sob o sol da tarde
esperando que abrissem um vulcão coração batendo em granada e por isso
no muro reza y trabaja y calla san bernardo religión y pátria e de
novo o albaicín com sues cármenes y glorietas o albaicín despencando
de centenas de miradouros minúsculos sobre a vista da alhambra e do
generalife vermelho recortado de negro escarlate cambiando em ouro
o sol mouro os muros mauros de granada mas o silêncio na plazuela ou
plazeta san nicolás rompido para sempre um minuto para sempre nunca
mais a calma cal a calma cal calada do primeiro momento do primeiro
branco assomado e assomando nos lançando catapulta de alvura alba-
candidíssima mola de brancura nos jogando branquíssima elástico de
candura nos alvíssimo atirando contra o horizonte rejonegro patamar de
outro horizonte o semprencanecido esfumadonevado da sierra nevada agora
escrevo agora a visão é papel e tinta sobre o papel o branco é papel
yeserías atauriques y mocárabes de papel não devolvem senão a cutícula
do tempo a lúnula da unha do tempo e por isso escrevo e por isso
escravo rôo a unha do tempo até o sabugo até o refugo até o sugo e
não revogo a pátina de papel a pevide de papel a cáscara de papel a
cortiça de papel que envolve o coração carnado de granada onde um vulcão
sentados sobre explode e por isso calla y por eso trabaja y por eso
domingo
antes do big bang
antes havia o não vazio que não se acabava de ser átomo de ser atômico antes
o não espaço existia e se retorcia pra alcançar seu fim sua linha do infinito
antes mesmo do horizonte ser começo de vista da terra pro além da terra
que é o além do homem que é o além do sopro da sombra e seu assobio vil
assuado antes do a e do z antes da seta do ponto antes começo e do fim
depois existiu a dúvida e dela surgiram as galáxias e a partir dali ficou
confirmado que tudo depois do infinito era necessariamente repetição
o não espaço existia e se retorcia pra alcançar seu fim sua linha do infinito
antes mesmo do horizonte ser começo de vista da terra pro além da terra
que é o além do homem que é o além do sopro da sombra e seu assobio vil
assuado antes do a e do z antes da seta do ponto antes começo e do fim
depois existiu a dúvida e dela surgiram as galáxias e a partir dali ficou
confirmado que tudo depois do infinito era necessariamente repetição
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